
Acho importante valorizar a opção da Rocco e da tradutora Lya Willer na tradução de alguns nomes da saga Harry Potter. Como o primeiro livro foi publicado já faz alguns anos, é possível que, se fosse feita hoje, a tradução não teria seguido por esse caminho e muitos dos nomes originais, em inglês, estariam nas traduções brasileiras. Basta ver a situação das séries de TV e mesmo de muitos desenhos animados. Tudo bem que algumas das traduções podem não ser lá muito boas. É controversa, por exemplo, a tradução do próprio nome do personagem principal: no original, Harry James Potter; na tradução brasileira, Harry Tiago Potter. Se o primeiro e o último nomes não foram traduzidos, não vejo mesmo por que traduzir o James. Por outro lado, soluções para Quidditch, que virou Quadribol, muggles, trouxas, entre outras, acho que são muito boas. Cresci assistindo na TV ao Pernalonga, Zé Colmeia, Patolino, Dick Vigarista, ótimos nomes, que valorizam muito mais os personagens. Não precisamos temer a língua portuguesa. O que é preciso é por a criatividade para trabalhar, como a Lya fez. Tomara que sirva de exemplos a outros.