domingo, 22 de julho de 2012

Cinema, medo e fuga. Algumas reflexões sobre os assassinatos na sessão de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, nos EUA

Um detalhe que me chamou atenção neste episódio terrível das mortes durante a projeção de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, no Colorado, nos EUA, foram os relatos de que algumas pessoas demoraram a entender que havia um homem disparando contra os espectadores porque acharam que tiros, explosões e mesmo a fumaça fossem um tipo de efeito especial do filme.

Nós curtimos um filme, mesmo as histórias mais tenebrosas, porque sabemos que é ficção. Ainda que possamos sentir medo, terror, angústia ou pena diante de situações pelas quais passam os personagens na tela, o fato de sabermos que se trata de uma peça ficcional nos impede de qualquer ação que tomaríamos se a mesma situação fosse real.

O que o episódio de Colorado me fez pensar é sobre as relações do cinema com efeitos de realidade que o acompanham desde seu nascimento. Ainda que provavelmente falsos, os relatos de que os espectadores da primeira sessão dos irmãos Lumière teriam se assustado, e alguns até mesmo evadido, por causa da imagem do trem que se aproxima da estação, mostram bem como as conexões da imagem cinematográfica com efeitos de realidade, e principalmente aqueles que provocam medo, são inerentes a uma própria natureza da imagem (fantasmagoria?).

Numa espécie de processo inverso, agora, os espectadores do cinema Aurora, no Colorado, ainda que possam ter se sentido assustados, demoraram a reagir ao perigo real. O cinema tão bem se instalou em nossa vida cotidiana, que a fuga a que ele está associado é à fuga do mundo real. Supostamente fugimos da vida ao entrar numa sala de cinema. Entretenimento escapista, a propaganda de Hollywood.

Ameaçados na sua crença, os donos de cinema já correm à mídia para assegurar que as salas são seguras, que ir ao cinema continuará sendo "a melhor diversão".

De fantasmagoria da vida real ao escapismo de entretenimento, volta e meia a vida atravessa a tela e a sala. E, em situações como a de Denver, somos obrigados a encarar o horror de nossa doença social. 



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Internautas nos EUA assistiram 33 bilhões de vídeos online em junho, diz estudo

Do Tela Viva

Os usuários de internet nos Estados Unidos assistiram 33 bilhões de vídeos online em junho, segundo dados divulgados pela comScore. Ao todo, segundo a consultoria, mais de 180 milhões de pessoas assistiram vídeos na web, o que representa 84,8% dos usuários da rede mundial naquele país.




Segundo o levantamento, o YouTube, do Google, continua a liderar o ranking dos dez sites de vídeos mais vistos no período, com 154,5 milhões de usuários únicos, 18,2 bilhões de visualizações e média de 8 horas de conteúdos assistidos por usuário. Em seguida, aparecem o Yahoo, com 51,4 milhões de internautas e 717 milhões de sessões, o Facebook, com 49 milhões de usuários e 287,8 milhões de vídeos, e o Vevo, com 46,2 milhões de internautas e 594 milhões de vídeos vistos.



Em quinto lugar está a Viacom, com 38,9 milhões de usuários únicos e 433 milhões de vídeos assistidos, e na sexta posição na lista aparece a Microsoft, que teve 38 milhões de espectadores e 433,5 milhões de sessões assistidas.



Com relação à publicidade, os americanos assistiram 11 bilhões de vídeos de anúncios em junho, dos quais 1,4 bilhão foram vistos por mieo do Google, seguido pela BrightRoll Video Network (1,4 bilhão de visualizações), Hulu (1,3 bilhão), Adap.tv (1,1 bilhão), TubeMogul (1,04 bilhão), Tremor Video (836 milhões), SpotXchange Video Ad Network (732 milhões), Specific Media (694 milhões), ESPN e Auditude, ambas com 611 milhões de visualizações .



Os vídeos com publicidade representaram 25% de todos os vídeos vistos pelos internautas americanos e 2% dos minutos gastos com vídeos online no período.