quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Telecine anuncia sua plataforma de TV everywhere



A Rede Telecine anunciou nesta quinta, 25, o lançamento de seu serviço de TV everywhere, Telecine Play. O serviço estreia no dia 1º de agosto, oferecido sem custos adicionais aos assinantes dos seis canais Telecine. Os assinantes das operadoras Vivo, GVT e Net serão os primeiros a usar a plataforma, seguidos dos assinantes da Claro, em setembro. Já no lançamento, em torno de 1,5 mil títulos, incluindo estreias e clássicos, estarão disponíveis em computadores e iPads. A partir de setembro, os aplicativos para iPhones e tablets e smartphones com sistema Android estarão disponíveis.

Segundo João Mesquita, diretor geral da Rede Telecine, a plataforma vem sendo desenvolvida há um ano e meio e tem o intuito de complementar a oferta de conteúdos aos assinantes dos canais de filmes, como uma ferramenta de fidelização. "Acredito que um dia as pessoas assinem mais pelo acervo online e pelo video on-demand que pelos canais lineares. Nossa comercialização ainda será por operadores parceiros", disse o executivo. "Nosso negócio não são canais. Nosso negócio é cinema, fora da sala de cinema", definiu.

A diretora de marketing da rede, Flávia Hecksher, conta que o período de exclusividade que a programadora têm para explorar os títulos se estenderá a todas as plataformas. Segundo ela, os títulos chegam ao VOD do Telecine entre três e cinco meses após o lançamento nas salas de cinema, e aos canais e à plataforma online aproximadamente 11 meses após o lançamento. Pelo menos por enquanto, conta a executiva, não há planos de fazer um serviço transacional para a plataforma online.

A oferta de filmes no serviço de TV everywhere será mais ampla do que a oferta nos próprios canais da Rede Telecine, que exibem aproximadamente mil filmes por mês, cem deles estreias. Mesquita acentua que o serviço se destaca entre as outras ofertas de filmes online por conta com um acervo composto também por lançamentos. Os títulos estarão disponíveis na plataforma online 24 horas após a estreia nos canais Telecine. Segundo Flávia, seria possível estear antes, mas a programadora optou por privilegiar, neste momento, os canais lineares.

Os filmes estão disponíveis apenas em definição standard, por obrigação contratual com os estúdios. Segundo Flávia, a meta é disponibilizá-los em HD, mas sem previsão de quando isso aconteça.

Curadoria

Os títulos serão divididos na plataforma por gênero, sendo possível pesquisar na videoteca por título, elenco e diretor. Além disso, serão criadas seleções especiais, explorando a diversidade de segmentação possível em um acervo deste porte. Nesta fase de demonstrações, o serviço já conta com seleções como filmes brasileiros, títulos da Disney, filmes infantis e "novos clássicos" da década de 1980. Além disso, a plataforma é capaz de aprender o gosto do assinante e fazer sugestões personalizadas. "Com um acervo deste tamanho, o assinante precisa de um guia. Quando ele busca um título específico, precisa ser fácil de encontrar. Também é importante que ele receba sugestões quando entra no serviço sem saber o que assistir", explica Flávia.

Também é possível fazer uma seleção de títulos e salvá-la em uma pasta para assistir mais tarde (sempre por streaming). Esta pasta aparece em todos os dispositivos do assinante, que pode ter até quatro dispositivos registrados por assinatura, incluindo computadores, tablets e smartphones. Também é possível começar a assistir um título em dispositivo e continuar, de onde parou, em outro.

A plataforma permite salvar as preferências de áudio (original ou dublado) e legenda do assinante, sendo possível ainda mudar a configuração durante a exibição de um filme.

Alguns filmes da Rede Telecine já eram disponibilizados na plataforma de TV everywhere da Globosat, o Muu. Com o lançamento, o Muu exibirá apenas filmes com a marca do canal Megapix, e terá um link para o novo serviço de TV everywhere.

Pesquisa

A Rede Telecine encomendou uma pesquisa quantitativa nacional ao grupo Troiano para mapear o comportamento dos brasileiros em relação ao consumo de filmes e entender a forma como as diferentes faixas etárias e classes sociais se relacionam com as telas. Com 2,12 mil entrevistas com pessoas de 18 a 60 anos das classes A, B e C, o estudo aponta que os produtos tecnológicos já fazem parte do dia a dia dos brasileiros e que os smartphones são realidade em todas as classes sociais. Segundo o estudo, 92% desses brasileiros estão conectados à Internet de alta velocidade/banda larga e têm aparelhos móveis (notebooks, tablets e/ou smartphones). Os tablets já são usados por 25% dos brasileiros,. Na pesquisa, o conceito do Telecine Play foi testado e teve alto índice de aprovação, ganhando nota nove (numa escala de zero a dez) na avaliação dos entrevistados.

Outra tendência apontada é que o consumidor busca liberdade e poder de decisão na hora de assistir a filmes, e isso é tão importante quanto ter acesso a produções recentes.

Fernando Lauterjung.

domingo, 22 de julho de 2012

Cinema, medo e fuga. Algumas reflexões sobre os assassinatos na sessão de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, nos EUA

Um detalhe que me chamou atenção neste episódio terrível das mortes durante a projeção de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, no Colorado, nos EUA, foram os relatos de que algumas pessoas demoraram a entender que havia um homem disparando contra os espectadores porque acharam que tiros, explosões e mesmo a fumaça fossem um tipo de efeito especial do filme.

Nós curtimos um filme, mesmo as histórias mais tenebrosas, porque sabemos que é ficção. Ainda que possamos sentir medo, terror, angústia ou pena diante de situações pelas quais passam os personagens na tela, o fato de sabermos que se trata de uma peça ficcional nos impede de qualquer ação que tomaríamos se a mesma situação fosse real.

O que o episódio de Colorado me fez pensar é sobre as relações do cinema com efeitos de realidade que o acompanham desde seu nascimento. Ainda que provavelmente falsos, os relatos de que os espectadores da primeira sessão dos irmãos Lumière teriam se assustado, e alguns até mesmo evadido, por causa da imagem do trem que se aproxima da estação, mostram bem como as conexões da imagem cinematográfica com efeitos de realidade, e principalmente aqueles que provocam medo, são inerentes a uma própria natureza da imagem (fantasmagoria?).

Numa espécie de processo inverso, agora, os espectadores do cinema Aurora, no Colorado, ainda que possam ter se sentido assustados, demoraram a reagir ao perigo real. O cinema tão bem se instalou em nossa vida cotidiana, que a fuga a que ele está associado é à fuga do mundo real. Supostamente fugimos da vida ao entrar numa sala de cinema. Entretenimento escapista, a propaganda de Hollywood.

Ameaçados na sua crença, os donos de cinema já correm à mídia para assegurar que as salas são seguras, que ir ao cinema continuará sendo "a melhor diversão".

De fantasmagoria da vida real ao escapismo de entretenimento, volta e meia a vida atravessa a tela e a sala. E, em situações como a de Denver, somos obrigados a encarar o horror de nossa doença social. 



sexta-feira, 20 de julho de 2012

Internautas nos EUA assistiram 33 bilhões de vídeos online em junho, diz estudo

Do Tela Viva

Os usuários de internet nos Estados Unidos assistiram 33 bilhões de vídeos online em junho, segundo dados divulgados pela comScore. Ao todo, segundo a consultoria, mais de 180 milhões de pessoas assistiram vídeos na web, o que representa 84,8% dos usuários da rede mundial naquele país.




Segundo o levantamento, o YouTube, do Google, continua a liderar o ranking dos dez sites de vídeos mais vistos no período, com 154,5 milhões de usuários únicos, 18,2 bilhões de visualizações e média de 8 horas de conteúdos assistidos por usuário. Em seguida, aparecem o Yahoo, com 51,4 milhões de internautas e 717 milhões de sessões, o Facebook, com 49 milhões de usuários e 287,8 milhões de vídeos, e o Vevo, com 46,2 milhões de internautas e 594 milhões de vídeos vistos.



Em quinto lugar está a Viacom, com 38,9 milhões de usuários únicos e 433 milhões de vídeos assistidos, e na sexta posição na lista aparece a Microsoft, que teve 38 milhões de espectadores e 433,5 milhões de sessões assistidas.



Com relação à publicidade, os americanos assistiram 11 bilhões de vídeos de anúncios em junho, dos quais 1,4 bilhão foram vistos por mieo do Google, seguido pela BrightRoll Video Network (1,4 bilhão de visualizações), Hulu (1,3 bilhão), Adap.tv (1,1 bilhão), TubeMogul (1,04 bilhão), Tremor Video (836 milhões), SpotXchange Video Ad Network (732 milhões), Specific Media (694 milhões), ESPN e Auditude, ambas com 611 milhões de visualizações .



Os vídeos com publicidade representaram 25% de todos os vídeos vistos pelos internautas americanos e 2% dos minutos gastos com vídeos online no período.



domingo, 1 de janeiro de 2012

Meus preferidos de 2011

O ano começa e eu encerro minha listinha de preferidos de 2011. Considerei apenas os filmes que estrearam em salas de cinema no Brasil. Teve coisa boa que ficou de fora por não ter sido lançada em cinemas por aqui.

E dessa vez não quis criar nenhum ranking. São sete os filmes que realmente me marcaram em 2011. E incluí três destaques para compor os meus dez preferidos.

Segue a lista por ordem cronológica em que assisti.


Meus preferidos em 2011

Inverno da Alma


Cisne Negro


Cópia Fiel



A Árvore da Vida



Sequestro de um Herói


Melancolia


O Garoto da Bicicleta




Destaques

Splice


Meia-noite em Paris


Planeta dos Macacos - A Origem