sábado, 8 de março de 2008
Nuevo Cine Latinoamericano
Quem precisa de Hollywood?!
quarta-feira, 5 de março de 2008
Dúvida
Jogos de Poder
A despeito, esse Charlies Wilson's War é um ótimo filme. O roteirista Aaron Sorkin é o criador da série West Wing.
E não se pode esquecer que é um filme do Mike Nichols e, portanto, não é nenhuma surpresa o baita trabalho elenco.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
A estrada
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Profondo Rosso, aka Prelúdio Para Matar
Pelo trecho que posto - via Youtube - dá pra ver de onde o James Wan tirou todo aquele clima perturbador do primeiro Jogos Mortais.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
Sombras de Goya
Sempre fui fã Milos Forman e Carriére e não teria porque não gostar de uma parceria dos dois.
E que beleza também acompanhar mais uma vez o trabalho do Javier Bardem: é um ator fantástico! Não posso deixar de mencionar, obviamente, Stellan Skarsgaard (Goya) e Michael Lonsdale, que interpreta o Padre Gregório. Natalie Portman, uma vez mais, tem uma atuação correta, interpretando três personagens distintos (ainda que dois sejam a mesma pessoa).
A despeito de todas as polêmicas históricas que o filme tem suscitado (aliás, como todo filme histórico), achei muito interessante acompanhar sobretudo a passagem dos modelos de sociedade impostas à Espanha por ideais e crenças na oposição homem x Deus. Achei que o filme mostra toda as implicações políticas em torno de se saber o que é a verdade e como as verdades são sempre condicionadas historicamente.
Neste ponto, Forman e Carriere foram, para mim, muito felizes. Principalmente por expôr a relação direta que há entre moral e intolerância. Neste sentido, é belíssimo o final. Quem assistiu entende: não é qualquer família, não é qualquer pertencimento. O sentido possível talvez seja muito mais acolhedor de determinadas realidades dolorosas do que uma suposta verdade pela qual julgamos sempre lutar.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Piquenique na Montanha Misteriosa
Música, fotografia, som, montagem, as perfomances, parece tudo confluir neste movimento em que o filme te coloca de viagem, deslocamento. Da influência da rocha ancestral sobre as meninas, em oposição à rígida moral vitoriana que tentam lhes impôr: chama a atenção como a indumentária inglesa parece totalmente inadequada ao ambiente quente e desértico da paisagem australiana. E isso fica mais evidente quanto mais se aproximam da montanha.
Há ainda toda a dimensão sexual do feminino, posta em relação direta com a Terra, a geologia, um antigo vulcão extinto, que arrasta a todos numa experiência que não poderá jamais ser retomada pela memória psicológica.
Cheguei a sonhar com as imagens do filme.
Detalhe: Comprei o dvd por 10 reais num desses supermercados da vida. Vale muito a pena.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2007
Inland Empire
É preciso que comece com alguns pressupostos:
1. Hollywood forjou em grande parte os valores e o imaginário da sociedade americana. Não se pode pensar os EUA sem pensar o seu cinema.
2. O cinema, tal como foi desenvolvido por Hollywood, é, antes de mais nada, uma narrativa, isto é, os filmes contam histórias, os filmmakers são storytellers.
Já desde Mullholand Drive (e não só lá), Lynch parece interessado em adentrar o universo do imaginário americano pela via do cinema que eles produzem. No entanto, o imaginário que interesse a Lynch é uma espécie de imaginário não-oficial, não-declarado, sequer expresso, imaginário inconsciente; daí o modelo do sonho que, a despeito das imprecisas traduções dos títulos de seus filmes recentes no Brasil, ainda serve como referência de entrada em sua obra.
O sonho é uma história também, uma história, no entanto, contada por outro e, como tal, funciona explicitamente como produtora de imagens. Imagens essas que não parecem dizer respeito a quem as sonha. São imagens impessoais que atravessam o sonhador.
O cinema americano é um cinema de histórias. E o que Lynch parece procurar é um cinema do outro, de imagens que parecem não dizer respeito ao próprio filme que as produz. Imagens de um inconsciente impessoal que desarticulam toda a relação convencional de fruição de uma obra de arte: artista – obra – espectador. Laura Dern torna-se Nikki e torna-se Sue. E aqui o verbo tornar-se tem poderoso aspecto de indeterminação. Não sabemos quando termina atriz e começa personagem. E em determinado ponto, ela chega a se ver na tela de um cinema, jogando no meio desta indeterminação toda a própria condição do espectador.
Vale salientar que nesta cena ela está só no cinema. Os filmes de Lynch não são dirigidos a massa ou talvez sequer possam ser compreendidos a partir de uma experiência coletiva, como se quis alguns cinemas sociais. O cinema de Lynch é dirigido ao homem que já é um e muitos (zona de indeterminação).
Por fim, a questão dos homens-coelhos. Minha mulher, Renata, lançou uma hipótese que ajuda a compreender. Eles são o próprio clichê que se tornou o fazer cinema hoje. Um clichê, na visão de Lynch, já aberrante e remetido apenas a si mesmo. Daí a necessidade de, de dentro do sistema produtor de clichês (Hollywood), abrir-se ao fora e ser varrido por um poderoso vento de imagens. (Dizem que Lynch levava na promoção do filme uma vaca no lugar dos tradicionais “astros e estrelas”).
São reflexões muito incipientes e inacabadas sobre um filme que acabei de assistir e, confesso, me deixou atordoado; talvez por ter, entrevisto, naquelas imagens e sons, uma nova porta de experimentação e caminho para o cinema deste século, que precisa urgentemente se reinventar, caso contrário será cada vez mais diminuído em face do enorme poder subjetivante das novas imagens, sobretudo as publicitárias.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
Masters of Horror
Este Sounds Like, no entanto, tem um caráter especial que é dado, certamente, pela mão do Brad Anderson. Suas incursões no gênero não tratam de um Mal exterior, mas de um mal inerente ao homem comum, um mal que parece se motivar das fraquezas diante do horror da vida.
Sigo com atenção a carreira do Brad Anderson cujo trabalho, desde já, gosto muito.
Quanto à serie em si, do que já vi, vale citar os episódios do Joe Dante e do John Landis, sempre competentes e com um olhar muito atento às realidades sociais, sobretudo norte-americana. Me impressiona como eles sabem usar o gênero para tratar das questões do país.
O ponto negativo, até agora, fica por conta do episódio The V Word, dirigido p
or uma tal Ernest Dickerson, diretor de séries de TV, e escrito pelo próprio Mick Garris, criador da série. O mérito da carreira do Garris, so far, foi o de ter bolado essa série e convidado os grandes nomes que chamou.
Sigo ansioso para assistir ao episódio do Peter Medak.





