quarta-feira, 23 de abril de 2008

Ainda sobre o Fim do Mundo

Recentemente, Guillermo Del Toro divulgou que começou a escrever um novo projeto: "Saturn and the End of Days". Segundo ele, é a história de um garoto, chamado Saturno que, no caminho de ida e volta do supermercado (?!), assiste ao Fim do Mundo:

“It’s like, what would happen if the Apocalypse was viewed by you [while] doing errands. You go back and forth and nothing big happens except the entire world is being sucked into a vortex of fire.”

Ele ainda disse que esse será mais um e talvez o último filme que faça sobre infância e horror.

A questão é: virá antes ou depois d'O Hobbit?

Del Toro no set de Hellboy

sábado, 19 de abril de 2008

A Mega-Sena e o fim do mundo

Sou otimista e, por isso, não jogo na Mega-Sena.
Explico.
Segundo estatísticos, as chances de uma pessoa acertar os seis números sorteados é menor do que as chances de um meteoro se chocar com a Terra e dar cabo de toda a vida no planeta.
Ora, se jogo na Mega-Sena é porque acredito que posso ganhar. Isso significa que, se acredito que posso ganhar na Mega-Sena, acredito mais ainda que um meteoro pode acabar com a vida no planeta.
Portanto, como sou um otimista, não jogo na Mega-Sena.



domingo, 30 de março de 2008

The Happening

Que mal não deve fazer um contrato com a Disney...

Já tinha lido uma declaração do Shyamalan que queria, no seu próximo filme, fazer com que as pessoas sentissem muito medo.

Agora me chega essa notícia: The Happening, que estréia dia 27/06 aqui no Brasil, ganhou nos EUA classificação R (proibido para menores de 17 anos sem a companhia dos pais). Será o primeiro filme do Shyamalan com esta classificação.

Dessa vez, ele teve a co-produção de uma empresa indiana e tem os direitos sobre o filme, o que também nunca aconteceu antes e que provavelmente significa que ele teve muito mais liberdade na criação e que, dependendo do resultado, talvez Hollywood comece a lhe fechar as portas...


sexta-feira, 14 de março de 2008

El Orfanato

Enfrentei um metrô absurdamente cheio, gastei mais 10 reais de táxi, corri e forcei meus tendões desgastados, tudo para não ficar mais um dia sequer sem assistir aquele que já nasce clássico. O Orfanato já faz parte do rol seleto dos grandes filmes de casa mal-asombrada, ao lado de The Haunting (Desafio do Além), Os Inocentes, A Troca e Os Outros.

Belíssima história, com toques de melodrama, magistralmente conduzida pelo estreante em longas Juan Antonio Bayona. Tem pelo menos umas cinco ou seis cenas absolutamente geniais.

Já há alguns anos os espanhóis substiuiram os asiáticos como os produtores dos filmes fantásticos mais interessantes da cinematografia mundial.

Aquele "um, dois, três, toca na parede" próximo do fim é arrepiante!

E a participação de Geraldine Chaplin? Grata surpresa!

E não posso deixar de registrar que quem quer que tenha desenhado aquele figurino do uniforme das crianças e aquela máscara feita de saco de pano do pequeno Tomás merece um prêmio como criador de uma das figuras mais assustadoras do cinema recente.


Pequeno Tomás

sábado, 8 de março de 2008

quarta-feira, 5 de março de 2008

Dúvida

Não sei se já viram o trailer do novo filme do Roland Emmerich, mas a pergunta que não me sai da cabeça é: numa história que se passa no ano 10.000 antes de Cristo, por que diabos os personagens falam inglês... com sotaque?!


Jogos de Poder

Os americanos seguem tentando entender as causas do 11 de setembro.

A despeito, esse Charlies Wilson's War é um ótimo filme. O roteirista Aaron Sorkin é o criador da série West Wing.

E não se pode esquecer que é um filme do Mike Nichols e, portanto, não é nenhuma surpresa o baita trabalho elenco.


"- You're no James Bond."
"- You're no Thomas Jefferson, either. Let's call it even."

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

A estrada

Quem leu The Road, sabe que aquela última cena de No Country for Old Men, o sonho narrado por Tommy Lee Jones, é a chave para se entrar na última novela de Cormac MCarthy, que já está em adaptação para o cinema. O elenco conta com Viggo Mortensen, Charlize Theron e Guy Pearce, e pelo que li de uma entrevista com Javier Aguirresarobe, diretor de fotografia do filme, a idéia é ser fiel ao texto e transpôr para a tela toda a rudeza e devastação da novela. É um dos filmes que mais aguardo. Só não sei se vem ainda em 2008.

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Profondo Rosso, aka Prelúdio Para Matar

DVD de Profondo Rosso, do Argento, dando sopa em banca de jornal por 7,90. Acho que só em São Paulo. Achei na Liberdade.

Pelo trecho que posto - via Youtube - dá pra ver de onde o James Wan tirou todo aquele clima perturbador do primeiro Jogos Mortais.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Sombras de Goya

É cinema à moda antiga, de roteiro bem costurado e bem motivado. Cada cena encerra um sentido em si e prolonga outro que se desenvolve no todo do filme.

Sempre fui fã Milos Forman e Carriére e não teria porque não gostar de uma parceria dos dois.

E que beleza também acompanhar mais uma vez o trabalho do Javier Bardem: é um ator fantástico! Não posso deixar de mencionar, obviamente, Stellan Skarsgaard (Goya) e Michael Lonsdale, que interpreta o Padre Gregório. Natalie Portman, uma vez mais, tem uma atuação correta, interpretando três personagens distintos (ainda que dois sejam a mesma pessoa).

A despeito de todas as polêmicas históricas que o filme tem suscitado (aliás, como todo filme histórico), achei muito interessante acompanhar sobretudo a passagem dos modelos de sociedade impostas à Espanha por ideais e crenças na oposição homem x Deus. Achei que o filme mostra toda as implicações políticas em torno de se saber o que é a verdade e como as verdades são sempre condicionadas historicamente.

Neste ponto, Forman e Carriere foram, para mim, muito felizes. Principalmente por expôr a relação direta que há entre moral e intolerância. Neste sentido, é belíssimo o final. Quem assistiu entende: não é qualquer família, não é qualquer pertencimento. O sentido possível talvez seja muito mais acolhedor de determinadas realidades dolorosas do que uma suposta verdade pela qual julgamos sempre lutar.


Que verdade querem que confessemos?