
Decido não falar dos atores, que são um assombro. Decido não falar da direção de Friedkin, precisa, intensa e afetuosa. Decido não falar da montagem, por si, pensamento. Decido não falar do roteiro, de origem teatral mas absolutamente cinematográfico.
Quero apenas dizer que o filme me comoveu. Me encheu de lágrimas, testemunhar, de tão perto, tão desesperada luta entre o sentido e o não-sentido, entre o vazio e a fé.
Me emocionou testemunhar, por meio de tão intensas imagens, que a passagem do contingente, do trivial, do indiferente, para o aparecer, o discernir, o significar, ainda se chama amor.
Bug é uma das mais belas histórias de amor que o cinema recente já filmou. Talvez a única história de amor possível em tempos sombrios como os que vivemos.
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