sexta-feira, 24 de julho de 2009

O filme que mais vezes eu assisti numa sala de cinema



http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/5661/

Os Goonies pode ganhar sequência, diz roteirista
Da redação

O diretor Richard Donner contatou ator para discutir sequência do cult de 1985, afirmou Chris Columbus

Os Goonies de 1985: filme pode ganhar sequência, diz o roteirista Chris Columbus

Não é de hoje que se escuta falar de uma sequência para Os Goonies, produzido por Steven Spielberg e lançado em 1985. Mas agora a fonte é o próprio roteirista do filme, Chris Columbus. Ele contou ao site Sci Fi Wire ter recebido o aviso de que Richard Donner, diretor do cult dos anos 80, estaria reunindo o elenco do filme.

Algumas das hoje ex-crianças no elenco de Goonies foram Josh Brolin (intérprete de George W. Bush na cinebiografia de Oliver Stone e convocado para o próximo projeto de Woody Allen) e Sean Astin (o hobbit Sam na franquia O Senhor dos Anéis).

Columbus dirigiu Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, os dois primeiros filmes do bruxo criado por J. K. Rowling. Atualmente, ele toca a produção Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, que conta com um ex-Goonie no cast, Joe Pantoliano (os papéis principais ficarão a cargo de Rosario Dawson, Pierce Brosnan, Uma Thurman e Chaterine Keener).

"[Pantoliano] disse que Richard Donner falou com ele seis meses atrás sobre a sequência", disse Columbus. "Acho que a única forma de fazer isso acontecer é se as crianças forem agora pais, e seus filhos se transformarem no Goonies."

Para o cineasta, o filme depende da capacidade de Donner em não deixar a história caducar no século 21. "Ainda acho que os dois irmãos [Mikey e Brand Walsh, interpretados por Astin e Brolin, respectivamente] estão bem e vivos, então eles poderiam estar no filme. Então, é uma questão de conseguir ou não recriar o conceito."

O filme de 1985 foca em um grupo de crianças que tenta reverter a demolição do conjunto de prédios em que vive. Para isso, contam com um mapa do tesouro, que poderá levá-los até cavernas subterrâneas à procura de uma suposta fortuna de piratas.

"Não sei mais se isso é possível", Columbus refletiu. "Talvez se todos os pais no novo Goonies proibirem seus filhos de entrar na internet; esse teria de ser o enredo. Você não pode ir a lugar algum sem computador ou celular. Acho que as aventuras teriam de ser online."

Mas a aura cool de Goonies ainda persiste, mesmo jogados 24 anos de seu lançamento. Quem garante é Columbus, que diz testemunhar a ascensão de uma nova base de fãs no set de seu filme, por exemplo. "A maioria dos jovens de 20, 23 anos com quem eu trabalho - particularmente em Percy Jackson - tem este amor pelos anos 80, esta obsessão com os anos 80. Eles estão realmente convencidos de que os anos 80 são esta época mágica."

Alice in Wonderland

Só agora soube que será em 3D!



sábado, 11 de julho de 2009

Avatar

Teaser de Avatar do James Cameron, o filme que está prometendo revolucionar o cinema de Hollywood. O pouco que se sabe dá conta de que a trama se passará em um planeta distante e na interação entre humanos e um outro povo, os Na'vi.



James Cameron prometeu, encantado que está com a tecnologia 3D usada no filme, que não voltará mais ao cinema tradicional. Dá pra confiar?

sábado, 28 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

Legendagem de filmes 3D ainda é problemática

A falta de filmes 3D em suas versões originais não está relacionada a preferência do público, e sim a questões técnicas que impedem, por enquanto, a legendagem dos filmes. Segundo exibidores, a maior barreira para o uso de legendas é o risco de comprometer a "imersão" do público, um dos grandes trunfos do uso de 3D nos cinemas. A empresa RealD diz que muitos testes já foram feitos e que a legendagem de filmes 3D é possível, mas requer tratamento especial, que demandaria tempo e dinheiro. Por enquanto, as legendas em filmes 3D já foram propostas de duas maneiras: em uma delas, é exibida uma legenda tridimensional – que flutua na tela assim como um machado que voa na direção do público. Mas focar a todo o momento em um elemento que faz parte do 3D causou náuseas no público em testes feitos no exterior.
Outra opção já testada é projetar as legendas convencionais sobre uma tarja preta na parte inferior ou superior da tela. Mas a opção acaba com a sensação de "imersão".

Fonte: UOL, 17/03, matéria


Por mim, o 3D tem mais é que ser dublado mesmo. O barato está na imagem como um todo e não em ficar lendo.

Basta que a dublagem seja de qualidade.

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Quarentena

É como dizem: "não é preciso inventar a roda todo dia. Mas se for copiar, mude alguma coisa, e de preferência, melhore: ponha ao menos uma borrachinha".

Tudo bem. Para mim, foi o que os americanos fizeram com esse "Quarantine" refilmagem do espanhol REC.

É verdade que é um chamado filme cover. É tudo muito igual e parecido. A Vertigo Entertainment, uma das produtoras por trás do projeto, é responsável por uma dúzia de más refilmagens, sobretudo de filmes de horros asiáticos. É deles, por exemplo, as refilmagens duvidosas de "Dark Water", "The Eye", "Shutter" e "The Grudge".

No entanto, achei que, desta vez, eles até que acertaram. Sabemos que cinema é negócio, e o filme foi refeito porque entenderam que aproveitariam melhor o público americano do que se lançassem o original em espanhol.

Mas até que eles trataram bem o material que tinham. "Quarentena" mantém fielmente o espírito de "REC" (como disse é um filme cover, um bom cover) e agrega ainda algumas coisas boas que incrementam ainda mais a assustadora experiência.

As borrachinhas de "Quarentena":

1. O elevador que o prédio de "REC" não possuía. O espaço exíguo funcionou muito bem nas duas cenas em que foi usado, principalmente na segunda, que é uma das cenas mais tensas do filme.

2. Atiradores do lado de fora do prédio. Em "Quarentena" me pareceu que ficou claro que as "autoridades" não iriam deixá-los sair. Em "REC", permanecia uma esperança, ainda que vaga.

3. A cena da câmera usada como arma para espatifar a cabeça de um infectado. Talvez a melhor cena do filme. O vaivém daquele rosto, já distorcido pela raiva, contra a lente e o sangue que toma conta fixamente da imagem foi uma ótima idéia, ao mesmo tempo, divertida e sinistra. Além de um belo pontapé nos tradicionais códigos da narrativa cinematográfica de que a câmera deve ser sempre invisível (mesmo que a câmera esteja incorporada à narrativa, em muitos momentos ela acaba que funcionando de maneira tradicional: essa foi uma crítica que tanto o "REC" quanto "Cloverfield" receberam. E nesse ponto ainda acho que "Bruxa de Blair" foi o que melhor liberou a câmera deste regra e entrou realmente pra valer no filme)

4. E o melhor de tudo em Quarantine é Jennifer Carpenter. Acho um barato a forma como ela se entrega (como já tinha feito em "Emily Rose"). Todo mundo que a maioria desses filmes de horror são uma tremenda bobagem, mas o desespero dela é tão bom que, estica o aspecto sinistro de toda a situação, até um ponto que beira o absurdo e mesmo o cômico (sem deixar de ser assutador!). Sem falar que ela vai muito bem em toda a parte inicial, antes ainda de entrarem no prédio, com uma espontaneidade simpática e fútil.

Agora os problemas de "Quarentena":

1. Os personagens dos bombeiros são ruins, sobretudo o cara do bigode. Muitas piadas que logo me fizeram temer pelo andamento do filme. Ainda bem que ele se ferra logo (o bom momento dele é a caminhada revivido).

2. Achei o uso dos efeitos sonoros um pouco ostensivos demais. Perdeu a crueza do "REC" e ganhou em artificialismo.

3. A sugestão de origem do problema, ainda que não explique exatamente o porquê, achei fraca. A de "REC" era mais, digamos, sinistra.

4. O personagem do câmera, Scott, aparece demais em cena, já que em "REC" nós não o vemos. Me pergunto o porquê dos americanos terem feito esta opção. Acho tão boa a idéia de que o personagem que nos acompanha todo o tempo, já que as imagens são feitas por ele, nós nunca o vemos.

Jennifer, já sou seu fã!

sábado, 17 de janeiro de 2009

O Motim (The Rising: Ballad of Mangal Pandey)

Essas malditas noites de verão têm me trazido muitos pesadelos. Mas esta madrugada, meu despertar precoce não foi em vão. Finalmente o Telecine me surpreendeu! Divertídissimo esse "O Motim", um épico indiano de 2005 que conta - de forma meio maluca, é verdade - a história de Mangal Pandey, líder de uma revolta contra a Cia das Índias Orientais, a empresa delegada pela corte inglesa para administrar a Índia, entre os séculos XVII e XVIII.

Além do filme trazer até certa complexidade no trato das questões do choque cultural, tem também muita aventura, números musicais, bons atores e muitos, muitos bigodes!!!


E de quebra ainda tem a belíssima Rani Mukherjee.


O filme saiu em vídeo aqui pela Imagem Filmes. Recomendadíssimo!

domingo, 4 de janeiro de 2009

Como alguns sabem, sou particularmente interessado em filmes sobre casais em apuros. Uma boa forma de se representar o amor entre homem e mulher na tela é submetê-los a algum tipo de ameaça externa. Como dizia o velho psicanalista, para falar de amor é preciso no mínimo saber contar até três.

O problema é que é raro que bons filmes sejam feitos a partir deste tema. Um dos melhores que vi recentemente foi o "Eles", dos franceses David Moreau e Xavier Palud.

Dois fiascos recentes são "Os estranhos" (apesar dos bons momentos e da boa intenção, tive a sensação que o diretor Bryan Bertinho sequer compreendeu bem a história que estava contando) e "Encurralados" (esse um desastre de tão artificioso).

No entanto, tive este fim de semana uma surpresa bem agradável com "Há vagas", com Luke Wilson e Kate Beckinsale. Filminho despretensioso que garante a diversão com um suspense rápido e bem conduzido pelo desconhecido diretor Nimród Antal, apesar do final meio insosso.

Você acaba num motel barato de beira estrada com o ex-marido e ainda vêm bater à porta no meio da madrugada?