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domingo, 1 de janeiro de 2012

Meus preferidos de 2011

O ano começa e eu encerro minha listinha de preferidos de 2011. Considerei apenas os filmes que estrearam em salas de cinema no Brasil. Teve coisa boa que ficou de fora por não ter sido lançada em cinemas por aqui.

E dessa vez não quis criar nenhum ranking. São sete os filmes que realmente me marcaram em 2011. E incluí três destaques para compor os meus dez preferidos.

Segue a lista por ordem cronológica em que assisti.


Meus preferidos em 2011

Inverno da Alma


Cisne Negro


Cópia Fiel



A Árvore da Vida



Sequestro de um Herói


Melancolia


O Garoto da Bicicleta




Destaques

Splice


Meia-noite em Paris


Planeta dos Macacos - A Origem




sábado, 14 de junho de 2008

Jorge Furtado

Muito bacana essa entrevista com o Jorge Furtado no Terra Magazine. É longa, mas vale muito a pena ler.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Saneamento Básico, Fellini e Deleuze


Acabo de assistir a Saneamento Básico, do Jorge Furtado. Saio da sala e lembro do Deleuze citando Fellini: "quando não houver mais dinheiro, o filme estará terminado".

Estou com forte impressão de que o gaúcho deve ter lido o francês.

Está lá no Imagem-tempo:

"(...) não tendo mais história para contar, ele [o cinema] tomaria a si próprio por objeto e só poderia contar sua própria história"

"Notaremos que, em todas as artes, a obra dentro da obra freqüentemente esteve ligada à consideração de uma vigilância, de uma investigação, vingança, conspiração ou complô."

"O próprio cinema como arte vive numa relação direta com um complô permanente, uma conspiração internacional que o condiciona de dentro, como o mais íntimo, o mais indispensável. Essa conspiração é a do dinheiro; o que define a arte industrial não é a reprodução mecânica, mas a relação, que se interiorizou com o dinheiro."

"O dinheiro é o avesso de todas as imagens que o cinema mostra e monta do lado direito, de modo que os filmes sobre o dinheiro já são, embora implicitamente, filmes dentro do filme ou sobre o filme."

"(...) nunca haverá equivalência ou igualdade na tgroca mútua câmera-dinheiro."

"É o que mina o cinema, a velha maldição: o dinheiro é tempo".

Me ocorre que muito se fala de dinheiro no filme - interessante o uso das equivalências: vestido = 300 reais = 18 sacos de cimento - mas o dinheiro mesmo pouco ou nada aparece...