terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Ainda repercutindo Avatar

Este post do Pedro Doria, no site do Estadão, esclarece muito bem a estratégia da indústria em fazer de Avatar um modelo de produto que viabilize o negócio do cinema, tal como ele vem funcionando há décadas. Uma espécie de antídoto à corrosão venenosa do digital na indústria do entretenimento.

Vale muito a pena ler! Aqui.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Meus melhores de 2009*

*sujeito a revisões

10. A troca


Difícil encontrar outro filme de 2009 em que se tenha visto tamanha capacidade em dar forma à dor.


9. Atividade paranormal

A tecnologia usada para expressar o que permanece obscuro nesse nosso mundo dominado por imagens. Do ponto de vista da indústria do cinema, é para mim o acontecimento mais relevante do ano.


8. Foi apenas um sonho

“A vida menos vasta que nossos projetos e menos terna que nossos sonhos”. O cinema e as batalhas verdadeiras que nos dignificam: é bem verdade que nem sempre se vence...


7. Distrito 9

Quando a ficção científica encontra o cinema social, na ética e na estética.


6. Anticristo


Quando o horror vem do sentimento de indistinção entre natureza e o homem. Ou seria entre a natureza e a mulher?


5. Deixa ela entrar


O amor e o vampiro como forças da natureza, além do bem e do mal.


4. Up – Altas Aventuras


A técnica mais qualificada conjugada a uma belíssima história, personagens fantásticos e ótimas piadas. E, como se não bastasse, é ainda um inegável tributo à aventura humana. Difícil assistir a Up – Altas Aventuras e não acreditar que a vida vale a pena.

3. Amantes


O que fazer quando um filme é tão próximo da vida comum que você passa todos os minutos da projeção desamparado, eufórico, triste e apaixonado como o protagonista? Como não sofrer quando se sabe que ele vai fazer uma cagada e nada poderá evitar? Afinal, no amor, não é sempre assim?

2. O Lutador

A aparência envelhece, sai de forma, vem a doença. Mas é a alma quem anima o espetáculo. Enquanto houver palco, ainda que seja um ringue de lutas...


1. Gran Torino


Nunca o cinema clássico se mostrou tão autoconsciente quando na obra recente de Eastwood. E mais do que isso, Gran Torino nos mostra que o cinema clássico reflete a própria história da formação da sociedade americana. Se O Nascimento de uma Nação fosse um prólogo, Gran Torino seria o epílogo.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Afinal de contas, é uma boa notícia

Warner desiste de produzir filme da série animada "Thundercats"

Os estúdios Warner Brothers resolveram engavetar o projeto de um longa para a série de desenhos animados “Thundercats”.

De acordo com o portal Collider, fontes ligadas a Warner revelaram que o projeto do filme sobre os sobreviventes do planeta Thundera está descartado. A produção estava sendo desenvolvida por Jerry O’Flaherty, que faria sua estreia como diretor.

O longa contaria a história de Lion-O, desde sua infância até se tornar o líder dos “Thundercats”. A série animada fez muito sucesso no Brasil nos anos 80 e 90, quando foi transmitida pela TV Globo. Mais recentemente o desenho foi exibido pelo SBT.

Fonte: NaTelinha

Até então, a concepção do personagem Lion estudado para o filme tinha sido esse, divulgados pelos site Movieline:

sábado, 2 de janeiro de 2010

Começarás bem

Meu ano começou a todo vapor: 4 filmes no 1º de janeiro:

- Férias Frustradas de Verão, comédia romântica bem bacana, dirigida pelo diretor de Superbad, que se passa num parque de diversões furreca em plenos anos 80. Lembra os filmes da época.

- Inimigo Público nº 1 - Parte II. Decidiram lançar a parte II direto em vídeo. Uma pena porque é simplesmente um filmaço. Para mim, conseguiu ainda ser o melhor que a primeira parte.

- Anticristo. Revi o louco e perturbador filme do Lars Von Trier, dos melhores de 2009.

- O mesmo amor, a mesma chuva. Filme de 1999, do Juan José Campanella. Filme bem insosso, muito inferior ao "Filho da Noiva", o filme dele que mais gosto.

Inimigo Público nº 1 - Parte II, o primeiro filmaço que assisto em 2010

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Avatar não é a revolução anunciada

Avatar não é a revolução anunciada. Não equivale à invenção do cinema sonoro, como foi vendido. O filme de James Cameron está mais próximo da chegada das técnicas de colorização e dos novos formatos de tela (como o cinemascope) que dominaram o cinema americano dos anos 50. Naquela época, o cinema perdia espaço para a TV e essa foi a forma que Hollywood encontrou para reaver seu público: oferecer uma imagem que só poderia ser vista na sala escura e na tela grande. O cinema foi salvo ao afirmar sua diferença técnica em relação ao novo veículo.


Hoje, não é novidade a preocupação dos grandes estúdios com o surgimento de outras formas de entretenimento decorrentes das novas tecnologias. O cinema, tal como nos anos 50, vem perdendo seu público para outras mídias, sobretudo os videogames e a Internet.

É aí, no entanto, que entra o casamento entre a visão do artista e as aspirações da indústria, casamento que é a base de toda produção de Hollywood.

E essa união tem um propósito muito claro: ganhar dinheiro oferecendo fantasia em forma de histórias. O que o cinema americano sempre se propôs a fazer é povoar a mente dos espectadores com histórias. Toda a técnica do cinema americano tem a finalidade de promover o encontro do espectador com a história que está sendo contada. Podemos ver, mesmo em Avatar que o assombro do público diante dos efeitos especiais hiperrealistas encontra paralelo no assombro dos próprios personagens diante da paisagem: “Vocês deviam ver suas caras!”, diz a personagem de Michelle Rodriguez. A quem ela se dirige? Aos demais personagens da cena ou ao público na sala de cinema.


Em tempos de economia em crise, esta fórmula é ainda mais efetiva. Nos EUA e em boa parte do mundo (não no Brasil), o cinema é uma das formas de lazer mais baratas que existem. E mais do que simplesmente ser um lazer barato, faz o público esquecer a vida lá fora. E isso é Avatar. A chance de viver outra vida, ser outra pessoa, esquecer os limites do corpo e mergulhar no mar infinito da mente humana.


É por essa razão que não acho que Avatar seja uma revolução na história do cinema, como eu mesmo, em alguns momentos, achei que poderia vir a ser. Avatar é uma tentativa de salvar o cinema, o tipo de cinema que Hollywood sempre fez e sempre exportou ao mundo. E o modo como pensaram em salvá-lo foi o de reforçar seus princípios de contador de histórias: o espetáculo, a fantasia, o sonho, a vida mental sem os limites do corpo. No mundo de hoje, esse caminho somente pode ser trilhado pelas vias da tecnologia, do computador, da imagem digital, nossas “portas da percepção”.

Se a missão será cumprida e esse cinema será salvo é outra história e só daqui a alguns anos saberemos. De todo modo, para quem viveu na infância o boom do cinema americano de fantasia dos anos 80, ainda que este cinema não sobreviva, fez de Avatar um belíssimo canto de cisne.

sábado, 12 de dezembro de 2009

A expectativa

Segundo o Globo, estas foram as impressões dos críticos que assistiram Avatar na Premiére em Londres:

- Hollywood Reperter: "James Cameron comprovou: ele é o rei do mundo. Ele trouxe o cinema de ficção científica para o século 21 com a maravilha de fazer cair o queixo que é Avatar".

- The Sun: "O filme mais brilhante da década. A cena da batalha final tem 20 minutos e é absolutamente estonteante".

- Empire: "uma experiência tremendamente recompensadora".

- Alex Billington, do site Firstshowing.net, no Twitter, logo após a sessão: "James Cameron é um gênio! Não posso dizer muito, mas uau, amei o filme".

- London Guardian: "realmente é muito, muito melhor do que se esperava".

Ana Maria Bahiana, que também assistiu ao filme, escreveu no Uol:

"O que poderia ser apenas um impressionante salto na evolução da tecnologia do cinema torna-se um espetáculo imperdível graças a uma história poderosa, um excelente roteiro e desempenhos expressos de maneiras inusitadas.
(...)
Ao final de uma década que explorou a tecnologia da imagem muitas vezes em detrimento da narrativa, "Avatar" une afinal os dois elementos no que só pode ser chamado de ótimo cinema."


Avatar estreia no Brasil na próxima sexta. Vou garantir meu ingresso já nesse final de semana!

sábado, 19 de setembro de 2009

Guillermo del Toro se associa a Disney para produzir animação de terror


O cineasta mexicano Guillermo del Toro se associará com os estúdios Walt Disney para criar uma nova marca de filmes de animação de terror, informou o presidente da empresa Dick Cook. Del Toro, ganhador do Oscar, será ''a força criativa'' da nova marca, ''Disney Double Dare You''. A primeira produção será ''Trollhunters'', uma história escrita por del Toro. Segundo ele, a nova marca criará livros, artigos de merchandising e ''filmes que serão experiências de total imersão, assustadores".

Fonte: O Globo Online, 11/09, nota

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O filme que mais vezes eu assisti numa sala de cinema



http://www.rollingstone.com.br/secoes/novas/noticias/5661/

Os Goonies pode ganhar sequência, diz roteirista
Da redação

O diretor Richard Donner contatou ator para discutir sequência do cult de 1985, afirmou Chris Columbus

Os Goonies de 1985: filme pode ganhar sequência, diz o roteirista Chris Columbus

Não é de hoje que se escuta falar de uma sequência para Os Goonies, produzido por Steven Spielberg e lançado em 1985. Mas agora a fonte é o próprio roteirista do filme, Chris Columbus. Ele contou ao site Sci Fi Wire ter recebido o aviso de que Richard Donner, diretor do cult dos anos 80, estaria reunindo o elenco do filme.

Algumas das hoje ex-crianças no elenco de Goonies foram Josh Brolin (intérprete de George W. Bush na cinebiografia de Oliver Stone e convocado para o próximo projeto de Woody Allen) e Sean Astin (o hobbit Sam na franquia O Senhor dos Anéis).

Columbus dirigiu Harry Potter e a Pedra Filosofal e Harry Potter e a Câmara Secreta, os dois primeiros filmes do bruxo criado por J. K. Rowling. Atualmente, ele toca a produção Percy Jackson & the Olympians: The Lightning Thief, que conta com um ex-Goonie no cast, Joe Pantoliano (os papéis principais ficarão a cargo de Rosario Dawson, Pierce Brosnan, Uma Thurman e Chaterine Keener).

"[Pantoliano] disse que Richard Donner falou com ele seis meses atrás sobre a sequência", disse Columbus. "Acho que a única forma de fazer isso acontecer é se as crianças forem agora pais, e seus filhos se transformarem no Goonies."

Para o cineasta, o filme depende da capacidade de Donner em não deixar a história caducar no século 21. "Ainda acho que os dois irmãos [Mikey e Brand Walsh, interpretados por Astin e Brolin, respectivamente] estão bem e vivos, então eles poderiam estar no filme. Então, é uma questão de conseguir ou não recriar o conceito."

O filme de 1985 foca em um grupo de crianças que tenta reverter a demolição do conjunto de prédios em que vive. Para isso, contam com um mapa do tesouro, que poderá levá-los até cavernas subterrâneas à procura de uma suposta fortuna de piratas.

"Não sei mais se isso é possível", Columbus refletiu. "Talvez se todos os pais no novo Goonies proibirem seus filhos de entrar na internet; esse teria de ser o enredo. Você não pode ir a lugar algum sem computador ou celular. Acho que as aventuras teriam de ser online."

Mas a aura cool de Goonies ainda persiste, mesmo jogados 24 anos de seu lançamento. Quem garante é Columbus, que diz testemunhar a ascensão de uma nova base de fãs no set de seu filme, por exemplo. "A maioria dos jovens de 20, 23 anos com quem eu trabalho - particularmente em Percy Jackson - tem este amor pelos anos 80, esta obsessão com os anos 80. Eles estão realmente convencidos de que os anos 80 são esta época mágica."

Alice in Wonderland

Só agora soube que será em 3D!