Um detalhe que me chamou atenção neste episódio terrível das mortes durante a projeção de Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge, no Colorado, nos EUA, foram os relatos de que algumas pessoas demoraram a entender que havia um homem disparando contra os espectadores porque acharam que tiros, explosões e mesmo a fumaça fossem um tipo de efeito especial do filme.
Nós curtimos um filme, mesmo as histórias mais tenebrosas, porque sabemos que é ficção. Ainda que possamos sentir medo, terror, angústia ou pena diante de situações pelas quais passam os personagens na tela, o fato de sabermos que se trata de uma peça ficcional nos impede de qualquer ação que tomaríamos se a mesma situação fosse real.
O que o episódio de Colorado me fez pensar é sobre as relações do cinema com efeitos de realidade que o acompanham desde seu nascimento. Ainda que provavelmente falsos, os relatos de que os espectadores da primeira sessão dos irmãos Lumière teriam se assustado, e alguns até mesmo evadido, por causa da imagem do trem que se aproxima da estação, mostram bem como as conexões da imagem cinematográfica com efeitos de realidade, e principalmente aqueles que provocam medo, são inerentes a uma própria natureza da imagem (fantasmagoria?).
Numa espécie de processo inverso, agora, os espectadores do cinema Aurora, no Colorado, ainda que possam ter se sentido assustados, demoraram a reagir ao perigo real. O cinema tão bem se instalou em nossa vida cotidiana, que a fuga a que ele está associado é à fuga do mundo real. Supostamente fugimos da vida ao entrar numa sala de cinema. Entretenimento escapista, a propaganda de Hollywood.
Ameaçados na sua crença, os donos de cinema já correm à mídia para assegurar que as salas são seguras, que ir ao cinema continuará sendo "a melhor diversão".
De fantasmagoria da vida real ao escapismo de entretenimento, volta e meia a vida atravessa a tela e a sala. E, em situações como a de Denver, somos obrigados a encarar o horror de nossa doença social.
domingo, 22 de julho de 2012
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Internautas nos EUA assistiram 33 bilhões de vídeos online em junho, diz estudo
Do Tela Viva
Os usuários de internet nos Estados Unidos assistiram 33 bilhões de vídeos online em junho, segundo dados divulgados pela comScore. Ao todo, segundo a consultoria, mais de 180 milhões de pessoas assistiram vídeos na web, o que representa 84,8% dos usuários da rede mundial naquele país.
Segundo o levantamento, o YouTube, do Google, continua a liderar o ranking dos dez sites de vídeos mais vistos no período, com 154,5 milhões de usuários únicos, 18,2 bilhões de visualizações e média de 8 horas de conteúdos assistidos por usuário. Em seguida, aparecem o Yahoo, com 51,4 milhões de internautas e 717 milhões de sessões, o Facebook, com 49 milhões de usuários e 287,8 milhões de vídeos, e o Vevo, com 46,2 milhões de internautas e 594 milhões de vídeos vistos.
Em quinto lugar está a Viacom, com 38,9 milhões de usuários únicos e 433 milhões de vídeos assistidos, e na sexta posição na lista aparece a Microsoft, que teve 38 milhões de espectadores e 433,5 milhões de sessões assistidas.
Com relação à publicidade, os americanos assistiram 11 bilhões de vídeos de anúncios em junho, dos quais 1,4 bilhão foram vistos por mieo do Google, seguido pela BrightRoll Video Network (1,4 bilhão de visualizações), Hulu (1,3 bilhão), Adap.tv (1,1 bilhão), TubeMogul (1,04 bilhão), Tremor Video (836 milhões), SpotXchange Video Ad Network (732 milhões), Specific Media (694 milhões), ESPN e Auditude, ambas com 611 milhões de visualizações .
Os vídeos com publicidade representaram 25% de todos os vídeos vistos pelos internautas americanos e 2% dos minutos gastos com vídeos online no período.
Os usuários de internet nos Estados Unidos assistiram 33 bilhões de vídeos online em junho, segundo dados divulgados pela comScore. Ao todo, segundo a consultoria, mais de 180 milhões de pessoas assistiram vídeos na web, o que representa 84,8% dos usuários da rede mundial naquele país.
Segundo o levantamento, o YouTube, do Google, continua a liderar o ranking dos dez sites de vídeos mais vistos no período, com 154,5 milhões de usuários únicos, 18,2 bilhões de visualizações e média de 8 horas de conteúdos assistidos por usuário. Em seguida, aparecem o Yahoo, com 51,4 milhões de internautas e 717 milhões de sessões, o Facebook, com 49 milhões de usuários e 287,8 milhões de vídeos, e o Vevo, com 46,2 milhões de internautas e 594 milhões de vídeos vistos.
Em quinto lugar está a Viacom, com 38,9 milhões de usuários únicos e 433 milhões de vídeos assistidos, e na sexta posição na lista aparece a Microsoft, que teve 38 milhões de espectadores e 433,5 milhões de sessões assistidas.
Com relação à publicidade, os americanos assistiram 11 bilhões de vídeos de anúncios em junho, dos quais 1,4 bilhão foram vistos por mieo do Google, seguido pela BrightRoll Video Network (1,4 bilhão de visualizações), Hulu (1,3 bilhão), Adap.tv (1,1 bilhão), TubeMogul (1,04 bilhão), Tremor Video (836 milhões), SpotXchange Video Ad Network (732 milhões), Specific Media (694 milhões), ESPN e Auditude, ambas com 611 milhões de visualizações .
Os vídeos com publicidade representaram 25% de todos os vídeos vistos pelos internautas americanos e 2% dos minutos gastos com vídeos online no período.
domingo, 1 de janeiro de 2012
Meus preferidos de 2011
O ano começa e eu encerro minha listinha de preferidos de 2011. Considerei apenas os filmes que estrearam em salas de cinema no Brasil. Teve coisa boa que ficou de fora por não ter sido lançada em cinemas por aqui.
A Árvore da Vida
Sequestro de um Herói
E dessa vez não quis criar nenhum ranking. São sete os filmes que realmente me marcaram em 2011. E incluí três destaques para compor os meus dez preferidos.
Segue a lista por ordem cronológica em que assisti.
Meus preferidos em 2011
Inverno da Alma
Cisne Negro
Cópia Fiel
A Árvore da Vida
Sequestro de um Herói
Melancolia
O Garoto da Bicicleta
Destaques
Splice
Meia-noite em Paris
Planeta dos Macacos - A Origem
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Todos juntos reunidos numa pessoa só?
Eles não são dali. São de fora da cidade e vieram a São Paulo para a faculdade. Se conhecem no início das aulas numa festa. E acabam por dividir um banheiro. A necessidade não espera. É a menina, Camila, que dá a idéia: “Por que não vamos os três juntos? Têm vergonha?”
O banheiro é o primeiro espaço de intimidade contestado. Intimidade do corpo. E lá mesmo se fotografam. A presença da câmera. No discurso de Casé, é função da imagem registrar “um momento histórico”, único, portanto e, assim, fugaz.
Do banheiro, passam a dividir um apartamento. Como sabemos, são forasteiros, sem lugar. Ali se forma uma unidade: os 3. Assim são chamados pelos colegas de faculdade. Mas o filme não chega a desenvolver o que os leva a se aproximarem tanto, a “serem como um só”. Uma espécie de nova família, mais do que vínculo de amizade, porque há uma regra fundamental, como uma lei do incesto: “não pode rolar nada entre a gente, nem um beijo”. Mais uma vez, é Camila quem dá as cartas. Ainda que haja alguma contestação, oficialmente é essa regra que faz com que acreditem que possam ficar juntos, o que os faz tão bem.
Mas as coisas vão mudar. Primeiro porque Rafael vai perceber que essa regra não era tão rígida assim, como ele achava; e segundo porque recebem uma proposta, de expor ao mundo o seu modo de vida, o seu cotidiano.
De início, suas vidas não são atraentes, a presença das câmeras, do registro para além do fugaz, os intimida. O que vai romper a monotonia é a entrada em cena da lógica do capital. Quando são informados que o seu projeto é um fracasso, que serão cancelados porque ninguém os consome, acabam por expor, ainda que involuntariamente e de forma apenas sugestiva, o aspecto de triângulo amoroso/afetivo que os constituía como grupo. Tudo muda.
A partir de então, a lógica do capital, do que atende ao apelo de um outro, consumidor, jamais exposto (tributo voyeurista), passa reger a cena e a dinâmica entre Os 3. E o filme se acredita refletir sobre o que é real ou ficção, já que os próprios personagens demonstram se confundir nas histórias que eles mesmo criam para si.
No entanto, o que permanece de mais atual e que traz maior interesse ao filme é não perder de vista que todo o drama de não se reconhecer nos papéis que cada personagem desempenha – tendo sido criado por si mesmo ou não – é tributário de uma ordem comercial que perpassa tudo o que expõem. As situações dramáticas dão certo ou não à medida que aumentam ou diminuem o lucro do projeto.
“Está na hora de encerrar esse nosso projeto de marketing”, diz um dos executivos que bancam a “aventura” dos jovens. Afinal, era um projeto comercial ou um projeto de vida? A julgar pela marca da espontaneidade do trio (a indomável, o audacioso, o sensível), talvez nem eles saberiam responder?
Mas quando, afinal, a dor resolve marcar presença e escancarar que o ideal de complementaridade afetiva, de braços abertos à lógica do capital, não contempla os seus desejos, resolvem - primeiro, Rafael, e depois, Camila - romper com o arranjo. Como mote dramático do filme e do projeto “ficcional” deles, a unidade d’Os 3 estava todo o tempo ameaçada, e a saída será, enfim, o rompimento com a lógica do capital. Surpreendentemente, será essa saída que trará de novo Os 3 para perto um do outro.
Ao final, o que permanece, portanto, ainda é a crença de uma espécie de complementaridade e pertencimento. Se não encontrada em ideais românticos na figura do casal ou da família mononuclear, ainda assim, presente nessa nova tríade, “como se fossem um só”.
O banheiro é o primeiro espaço de intimidade contestado. Intimidade do corpo. E lá mesmo se fotografam. A presença da câmera. No discurso de Casé, é função da imagem registrar “um momento histórico”, único, portanto e, assim, fugaz.
Do banheiro, passam a dividir um apartamento. Como sabemos, são forasteiros, sem lugar. Ali se forma uma unidade: os 3. Assim são chamados pelos colegas de faculdade. Mas o filme não chega a desenvolver o que os leva a se aproximarem tanto, a “serem como um só”. Uma espécie de nova família, mais do que vínculo de amizade, porque há uma regra fundamental, como uma lei do incesto: “não pode rolar nada entre a gente, nem um beijo”. Mais uma vez, é Camila quem dá as cartas. Ainda que haja alguma contestação, oficialmente é essa regra que faz com que acreditem que possam ficar juntos, o que os faz tão bem.
Mas as coisas vão mudar. Primeiro porque Rafael vai perceber que essa regra não era tão rígida assim, como ele achava; e segundo porque recebem uma proposta, de expor ao mundo o seu modo de vida, o seu cotidiano.
De início, suas vidas não são atraentes, a presença das câmeras, do registro para além do fugaz, os intimida. O que vai romper a monotonia é a entrada em cena da lógica do capital. Quando são informados que o seu projeto é um fracasso, que serão cancelados porque ninguém os consome, acabam por expor, ainda que involuntariamente e de forma apenas sugestiva, o aspecto de triângulo amoroso/afetivo que os constituía como grupo. Tudo muda.
A partir de então, a lógica do capital, do que atende ao apelo de um outro, consumidor, jamais exposto (tributo voyeurista), passa reger a cena e a dinâmica entre Os 3. E o filme se acredita refletir sobre o que é real ou ficção, já que os próprios personagens demonstram se confundir nas histórias que eles mesmo criam para si.
No entanto, o que permanece de mais atual e que traz maior interesse ao filme é não perder de vista que todo o drama de não se reconhecer nos papéis que cada personagem desempenha – tendo sido criado por si mesmo ou não – é tributário de uma ordem comercial que perpassa tudo o que expõem. As situações dramáticas dão certo ou não à medida que aumentam ou diminuem o lucro do projeto.
“Está na hora de encerrar esse nosso projeto de marketing”, diz um dos executivos que bancam a “aventura” dos jovens. Afinal, era um projeto comercial ou um projeto de vida? A julgar pela marca da espontaneidade do trio (a indomável, o audacioso, o sensível), talvez nem eles saberiam responder?
Mas quando, afinal, a dor resolve marcar presença e escancarar que o ideal de complementaridade afetiva, de braços abertos à lógica do capital, não contempla os seus desejos, resolvem - primeiro, Rafael, e depois, Camila - romper com o arranjo. Como mote dramático do filme e do projeto “ficcional” deles, a unidade d’Os 3 estava todo o tempo ameaçada, e a saída será, enfim, o rompimento com a lógica do capital. Surpreendentemente, será essa saída que trará de novo Os 3 para perto um do outro.
Ao final, o que permanece, portanto, ainda é a crença de uma espécie de complementaridade e pertencimento. Se não encontrada em ideais românticos na figura do casal ou da família mononuclear, ainda assim, presente nessa nova tríade, “como se fossem um só”.
domingo, 13 de novembro de 2011
Snow White & the Huntsman
O trailer está bacana, tem de fato um clima mais sombrio, e é interessante perceber que o propósito de dar ao filme uma orientação mais adulta fez com que os anões fosse excluídos (até do título).
Mas uma coisa me soou muito estranha. Acho que a premissa da história está sob risco. Quem vai crer na Espelho? A Kristen Stewart nunca será mais bonita que a Charlize Theron.
Mas uma coisa me soou muito estranha. Acho que a premissa da história está sob risco. Quem vai crer na Espelho? A Kristen Stewart nunca será mais bonita que a Charlize Theron.
terça-feira, 21 de junho de 2011
A Dangerous Method
Divulgado o primeiro trailer do novo Cronenberg, A Dangerous Method.
No filme, os primórdios da psicanálise no triângulo Freud,Jung e Sabina Spilrein.
No elenco, Viggo Mortensen como Freud; Michael Fassbender, o Magneto de X-Men: Fisrt Class, como Jung e Keira Knightley como Sabina Spilrein. De quebra, ainda tem Vicent Cassel como Otto Gross.
Aqueles familiarizados com as histórias que envolvem esses personagens sabem o quão envolvente o filme pode ser. Nas mãos de Cronemberg, as expectativas não podem ser melhores.
A história de Sabine e Jung já foi adaptada para o cinema em Jornada da Alma,de 2002, dirigido por Roberto Faenza.
A previsão é que A Dangeropus Method estreie nos EUA até o fim deste ano.
No filme, os primórdios da psicanálise no triângulo Freud,Jung e Sabina Spilrein.
No elenco, Viggo Mortensen como Freud; Michael Fassbender, o Magneto de X-Men: Fisrt Class, como Jung e Keira Knightley como Sabina Spilrein. De quebra, ainda tem Vicent Cassel como Otto Gross.
Aqueles familiarizados com as histórias que envolvem esses personagens sabem o quão envolvente o filme pode ser. Nas mãos de Cronemberg, as expectativas não podem ser melhores.
A história de Sabine e Jung já foi adaptada para o cinema em Jornada da Alma,de 2002, dirigido por Roberto Faenza.
A previsão é que A Dangeropus Method estreie nos EUA até o fim deste ano.
quarta-feira, 25 de maio de 2011
Os Agentes do Destino
R$ 4,00 na promoção do cartão de crédito e tive direito a uma projeção bem ruinzinha de Os Agentes do Destino, no Kinoplex Boulevard, aqui em Brasília.
Uma pena, porque o filme é bacana e gostaria de tê-lo assistido em condições melhores.

O que eu mais gostei foi o imaginário trabalhado pelo filme. Não sei se o conto de Phillip K. Dick, do qual o filme é uma adaptação, é ambientado em Nova York. Mas achei muito interessante essa opção de situar a história na Nova York dos dias de hoje. Primeiro porque Nova York é uma das cidades mais populosas do mundo, o que torna a história mais atraente, já que trata de encontros improváveis, o destino e o acaso. E segundo, porque há no imaginário da cidade, de décadas atrás, na primeira metade do século XX, um ideal corporativo que me parece o referencial para essa organização que controla o destino dos homens. Esses agentes de sobretudo e chapéu, os prédios enormes, a biblioteca, os livros. Há um certo ar retrô que perpassa todo o filme e que me parece dizer respeito sobretudo a Nova York. A organização hierarquizada, onde cada membro cumpre uma determinada função sem ter o conhecimento do todo remete à época das grandes corporações da época de ouro da América.

Há o tema do amor, muito bem expresso pelo casal protagonista, principalmente nas primeiras cenas, quando se apaixonam. Se ali a coisa não funcionasse, o filme iria por água abaixo. Por que, do contrário, quem iria crer em toda a luta que o personagem empreende contra os osbtáculos para realização desse amor?
Finalmente, questão do conflito livre arbítrio x predeterminação, cara ao ideário liberal, pode ser superposta a toda a trama. Embora a fala em off ao final indique que o exercício do livre arbítrio seja uma questão de aprendizagem, o próprio filme não resolve bem isso ao estabelecer também que, antes de tudo, "estava escrito" que era para os dois personagens ficarem juntos. Portanto, segue em aberto a questão: quem escolhe quando e como nos apaixonamos?
Uma pena, porque o filme é bacana e gostaria de tê-lo assistido em condições melhores.

O que eu mais gostei foi o imaginário trabalhado pelo filme. Não sei se o conto de Phillip K. Dick, do qual o filme é uma adaptação, é ambientado em Nova York. Mas achei muito interessante essa opção de situar a história na Nova York dos dias de hoje. Primeiro porque Nova York é uma das cidades mais populosas do mundo, o que torna a história mais atraente, já que trata de encontros improváveis, o destino e o acaso. E segundo, porque há no imaginário da cidade, de décadas atrás, na primeira metade do século XX, um ideal corporativo que me parece o referencial para essa organização que controla o destino dos homens. Esses agentes de sobretudo e chapéu, os prédios enormes, a biblioteca, os livros. Há um certo ar retrô que perpassa todo o filme e que me parece dizer respeito sobretudo a Nova York. A organização hierarquizada, onde cada membro cumpre uma determinada função sem ter o conhecimento do todo remete à época das grandes corporações da época de ouro da América.

Há o tema do amor, muito bem expresso pelo casal protagonista, principalmente nas primeiras cenas, quando se apaixonam. Se ali a coisa não funcionasse, o filme iria por água abaixo. Por que, do contrário, quem iria crer em toda a luta que o personagem empreende contra os osbtáculos para realização desse amor?
Finalmente, questão do conflito livre arbítrio x predeterminação, cara ao ideário liberal, pode ser superposta a toda a trama. Embora a fala em off ao final indique que o exercício do livre arbítrio seja uma questão de aprendizagem, o próprio filme não resolve bem isso ao estabelecer também que, antes de tudo, "estava escrito" que era para os dois personagens ficarem juntos. Portanto, segue em aberto a questão: quem escolhe quando e como nos apaixonamos?
Take Shelter - Trailer
Um dos filmes que mais me chamou atenção dessa safra de Cannes é Take Shelter, de Jeff Nichols. Para começar, o protagonista é o ótimo Michael Shannon e o trailer é bem instigante. O personagem é assombrado por um medo de algo terrível e, ao que parece, ninguém, ao seu redor, compartilha de seu temor.
A estreia nos EUA será em outubro. Por cá, ainda sem previsão.
A estreia nos EUA será em outubro. Por cá, ainda sem previsão.
domingo, 22 de maio de 2011
Filmes de Cannes com lançamento garantido no Brasil
Para o espectador brasileiro, uma grande notícia: os filmes mais aguardados de Cannes já têm estreia garantida no Brasil. Os novos filmes de Woody Allen e Terrence Malick estréiam ainda em junho, enquanto Lars Von Trier e Almodóvar estão garantidos para o segundo semestre.
Confira a lista abaixo:
17 de junho - "Meia-Noite em Paris", de Woody Allen
24 de junho - "A Árvore da Vida", de Terrence Malick
5 de agosto - "Melancolia", de Lars Von Trier
4 de novembro - "O Garoto de Bicicleta", de Luc e Jean-Pierre Dardenne
25 de novembro - "La Piel que Habito", de Pedro Almodóvar
Filmes já comprados pelas distribuidoras, mas sem data definida:
Imagem Filmes
"This Must Be The Place", de Paolo Sorrentino, com Sean Penn;
"Drive", de Nicolas Winding Refn, com Ryan Gosling.
Fox
"Martha Marcy May Marlene", de Sean Durkin.
Imovision
"Les Bien Aimés", de Christophe Honoré, com Catherine Deneuve e Louis Garrel;
"Le Havre", de Aki Kaurismaki;
"Ceci n'est pas un film" (Isto não é um filme), de Jafar Panahi;
"La Guerre est Declaré" (A guerra está declarada), de Valérie Donzelli;
"Toutes nos Envies", de Philippe Lioret (diretor de "Bem-Vindo");
"Amour", de Michael Haneke ("A Fita Branca"), com Isabelle Huppert - em finalização;
"Un Été Brulant" (Um verão escaldante), de Phillippe Garrel (diretor de "Amantes Constantes"), com Louis Garrel e Monica Bellucci - em finalização;
"The Angel's Share", de Ken Loach - em filmagem "7 Days in Havana" - longa composto de sete segmentos com direção de Beinicio Del Toro (ator de "Lobisomem"), Julio Medem ("Lucia e o Sexo"), Laurent Cantet ("Entre os Muros da Escola"), Pablo Trapero ("Abutres"), Juan Carlos Tabio ("Morango e Chocolate"), Elia Suleiman ("O que resta do tempo") e Gaspar Noé ("Irreversível") - em pós-produção.
Fonte: UOL Cinema
Confira a lista abaixo:
17 de junho - "Meia-Noite em Paris", de Woody Allen
24 de junho - "A Árvore da Vida", de Terrence Malick
5 de agosto - "Melancolia", de Lars Von Trier
4 de novembro - "O Garoto de Bicicleta", de Luc e Jean-Pierre Dardenne
25 de novembro - "La Piel que Habito", de Pedro Almodóvar
Filmes já comprados pelas distribuidoras, mas sem data definida:
Imagem Filmes
"This Must Be The Place", de Paolo Sorrentino, com Sean Penn;
"Drive", de Nicolas Winding Refn, com Ryan Gosling.
Fox
"Martha Marcy May Marlene", de Sean Durkin.
Imovision
"Les Bien Aimés", de Christophe Honoré, com Catherine Deneuve e Louis Garrel;
"Le Havre", de Aki Kaurismaki;
"Ceci n'est pas un film" (Isto não é um filme), de Jafar Panahi;
"La Guerre est Declaré" (A guerra está declarada), de Valérie Donzelli;
"Toutes nos Envies", de Philippe Lioret (diretor de "Bem-Vindo");
"Amour", de Michael Haneke ("A Fita Branca"), com Isabelle Huppert - em finalização;
"Un Été Brulant" (Um verão escaldante), de Phillippe Garrel (diretor de "Amantes Constantes"), com Louis Garrel e Monica Bellucci - em finalização;
"The Angel's Share", de Ken Loach - em filmagem "7 Days in Havana" - longa composto de sete segmentos com direção de Beinicio Del Toro (ator de "Lobisomem"), Julio Medem ("Lucia e o Sexo"), Laurent Cantet ("Entre os Muros da Escola"), Pablo Trapero ("Abutres"), Juan Carlos Tabio ("Morango e Chocolate"), Elia Suleiman ("O que resta do tempo") e Gaspar Noé ("Irreversível") - em pós-produção.
Fonte: UOL Cinema
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Something big is coming
Na linha de A Bruxa de Blair e Cloverfield, produção norueguesa, The Troll Hunter
Sem previsão de lençamento para o Brasil.
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